Diagnósticos não são rótulos

Atualizado: 14 de Fev de 2019

Alessandra Ferreira | psicóloga infantil



Ao iniciar texto, gostaria de falar que cada criança é um ser único com suas potencialidades, sua luz e assim deve ser olhada e cuidada, com amor, independentemente do diagnóstico que apresente.


Por outro lado, entender que ela pode ter questões de déficits de atenção, transtornos de aprendizagem ou outro diagnóstico é respeitar a criança e a família. Quando a criança é olhada com muito cuidado e profissionalismo e diagnosticada corretamente não está sendo dado um rótulo a ela, mas dando a oportunidade para que viva melhor no ambiente escolar, em casa e com os amigos.


Uma conversa com um psicólogo é um ponto de partida para que esta família seja ouvida, acolhida e orientada nas suas posturas. Às vezes, os pais não entende o comportamento agressivo do filho e ficam se culpando, imaginando que algo fizeram de errado.


Essa conversa é também um balizador para que a escola tenha segurança para lidar e acolher as dificuldades dessa criança.


E é, especialmente, um ponto de partida para que esta criança possa desenvolver habilidades que a impediam de fluir. Geralmente, as crianças com alguma questão como déficit ou transtorno, descritas acima, acabam sendo chamadas de preguiçosas por não conseguirem fazer a lição, bagunceiras por não darem conta de organizar seus materiais ou de não conseguirem, em momento algum, se concentrar nas aulas ou nos momentos das lições de casa. E, isso sim é rótulo.


Falar de diagnósticos não significa que vamos potencializar ou olhar somente para o que falta. Significa cuidar, orientar, acolher e proporcionar qualidade de vida para todos os envolvidos.

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